João Carlos Luzzi (35), há 15 anos trabalha no Fontana e segue os passos do pai Félix José Luzzi (70), que prestou seus serviços durante 34 anos à empresa. João iniciou como auxiliar de produção, depois analista de planejamento e controle de produção, atuou no laboratório e agora está no setor de processo.
“Em primeiro lugar é preciso gostar do que se faz. Sem dúvida trabalhar aqui é um aprendizado. Não temos rotina, e isso é o grande diferencial”, diz. Já o pai Félix, comenta que em 1970, quando entrou na empresa, não havia tantos funcionários como hoje e que eles tinham que fazer um pouco de tudo. “Descarregávamos os tambores de 320 quilos de soda em três ou quatro. Às vezes virávamos a noite trabalhando. Eu era o responsável pela caldeira então, às 4h da manhã a acendia para que às 7h estivesse pronta. Uma vez fui servente de pedreiro para a instalação das máquinas de sabonete e sabão”, relembra Luzzi.
Ele comenta que só saiu da empresa por causa da idade, mas que gostaria de estar ainda trabalhando. João conta que a dedicação de seu pai pela empresa sempre foi grande. “Lembro de uma vez, acho que tinha uns cinco anos, era último do ano e o meu pai veio à empresa para ver os tachos de sabão. “Esse fato me marcou muito”. Ele acrescenta que quando era mais novo pretendia fazer contabilidade, mas a Fontana lhe abriu outras portas como trabalhar no laboratório. Hoje é formado técnico em química, área que gosta muito.